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My life is my message.

Antes de construirmos uma empresa, construímos uma forma de viver.

Somos três amigos.

E há uma frase que nos acompanha:

My life is my message.

Não queremos que a Unprofit seja uma empresa que diz uma coisa e faz outra.

Se acreditamos que a tecnologia deve aumentar o poder das pessoas, temos de construir tecnologia assim.

Se acreditamos que o lucro pode servir um propósito maior, a nossa empresa tem de funcionar assim.

Se acreditamos que quem constrói uma empresa tem responsabilidade sobre aquilo que coloca no mundo, essa responsabilidade tem de aparecer nas nossas decisões.

Os nossos actos têm de falar antes das nossas palavras.

The small founder

O pequeno não é um grande incompleto.

Há uma tendência para olhar para um pequeno negócio pelo que lhe falta.

Nós preferimos começar pelo que ele já tem.

  • Conhecimento do cliente.
  • Proximidade.
  • Flexibilidade.
  • Conhecimento local.
  • Responsabilidade directa.
  • Relação.

E, muitas vezes, uma quantidade enorme de coragem e dedicação.

Ser pequeno não significa ter menos ambição.

Muitas vezes significa ter colocado muito mais de si próprio dentro daquilo que se está a construir.

O problema é que uma pessoa não consegue fazer tudo.

Uma grande empresa pode comprar uma equipa para cada problema.

Um pequeno fundador tem de escolher.

Queremos mudar essa parte — sem tirar aquilo que torna o pequeno especial.

Dar aos pequenos algumas das capacidades dos grandes, sem lhes tirar as vantagens de serem pequenos.
Two worlds. One founder.

Há duas pessoas nesta história.

Uma quer construir um negócio.

Outra quer resolver um problema social.

As missões são diferentes.

Mas existe algo que as aproxima.

Ambas estão a tentar fazer alguma coisa acontecer.

Ambas têm conhecimento e vontade.

E ambas precisam de comunicar, organizar, analisar, gerir, captar recursos e tomar decisões — muitas vezes sem poder contratar uma equipa para cada uma dessas coisas.

Necessidades diferentes. Algumas capacidades semelhantes.

É aí que vemos a ponte.

O fundador é a unidade de foco

Um fundador de negócio quer construir algo economicamente sustentável.

Um fundador de impacto quer resolver um problema social.

Ambos precisam de transformar uma intenção em execução.

Ambos têm de decidir onde gastar o seu tempo.

Ambos fazem escolhas com recursos limitados.

Ambos precisam de ferramentas que lhes permitam fazer mais do que conseguiriam sozinhos.

É aqui que os dois mundos se encontram.

O pequeno negócio é onde começamos a provar o modelo.

O projecto de impacto é onde queremos que aquilo que funciona possa chegar.

Construímos para um. Aprendemos. Adaptamos. Levamos para o outro.

Começamos pelos pequenos negócios porque existe um problema económico claro.

Criamos um produto.

Alguém paga por ele.

Aprendemos com utilização real.

Percebemos o que é estrutural e o que é específico daquele mercado.

Depois perguntamos:

Esta capacidade também pode ajudar um projecto de impacto?

Se sim, adaptamos.

Se não, não fingimos que pode.

A ponte não é uma promessa.

É uma hipótese que queremos provar através do produto.

Algumas coisas podem funcionar. Outras podem precisar de ser alteradas. Outras podem não funcionar. Isso faz parte do processo.

O impacto não começa quando sobra dinheiro.

A razão mais profunda para a empresa é o impacto.

Queremos que a tecnologia chegue também a quem está a trabalhar nos problemas que mais importam.

Não estamos a dizer que somos nós que vamos resolver esses problemas.

As pessoas que estão no terreno conhecem-nos muito melhor do que nós.

O nosso trabalho é dar-lhes melhores ferramentas para fazer aquilo que já decidiram fazer.

Teoria de mudança

  1. Resolver um problema real
  2. criar valor
  3. receber por esse valor
  4. construir uma empresa saudável
  5. criar mais possibilidades
  6. transferir o que funciona
  7. aumentar o poder de quem trabalha nos problemas que mais importam.

O nosso trabalho não é substituir quem está no terreno.

É aumentar aquilo que essas pessoas conseguem fazer.

Impact is the compass. Sustainability is the constraint.

O impacto determina a direcção.

A sustentabilidade determina aquilo que é possível hoje.

O nosso trabalho é criar o máximo de impacto positivo dentro das restrições que temos.

À medida que a empresa cresce financeira, operacional e tecnologicamente, cresce também o nosso poder de agir.

Mais coisas tornam-se possíveis.

A pergunta

Como podemos criar o máximo de impacto com o poder que temos?

Queremos construir uma empresa financeiramente sustentável porque a sustentabilidade nos dá mais poder para agir.

E quando esse poder cresce, mais coisas se tornam possíveis.

100% FOR IMPACT.

Não existimos para maximizar o lucro. Existimos para criar impacto. 100% for impact.

A estrutura legal que fixa isto ainda não está constituída. Até estar, isto é um compromisso público — e a data em que a constituímos é anunciada aqui.

O lucro é necessário. Não é necessariamente o destino.

Não somos contra o lucro.

Queremos lucro.

Uma empresa sem receita não é sustentável.

Uma empresa sem margem não consegue investir.

Uma empresa sem lucro não consegue criar reservas nem sobreviver às dificuldades.

Queremos:

  • clientes;
  • receita;
  • bons salários;
  • investimento;
  • tecnologia;
  • desenvolvimento de produtos;
  • reservas;
  • crescimento;
  • e lucro.

Queremos construir uma empresa economicamente saudável.

Mas não acreditamos que todo o excedente criado tenha de terminar nos seus proprietários.

É daí que vem o nome Unprofit.

Fazemos lucro. Só não o guardamos.

O euro

  1. Receita
  2. custos directos
  3. salários e benefícios justos
  4. infraestrutura
  5. reservas prudentes
  6. excedente
  7. impacto.

A remuneração dos founders deve seguir princípios de:

  • alinhamento com o mercado;
  • transparência;
  • sustentabilidade;
  • governação;
  • tecto de longo prazo.
Technology is the means.

A pergunta não é apenas o que a tecnologia consegue fazer.

É também:

O que vale a pena fazer agora que ela consegue fazê-lo?

A tecnologia é neutra.

Pode:

  • extrair mais valor;
  • reduzir custos;
  • criar conveniência;
  • concentrar poder;
  • aumentar produtividade;
  • resolver problemas;
  • reduzir sofrimento.

A tecnologia abre possibilidades.

Nós escolhemos onde as usamos.

Existe uma corrida para encontrar aplicações comerciais, ganhar mercado e ganhar dinheiro.

É natural.

Mas não precisa de ser a única corrida.

Se temos novas ferramentas capazes de aumentar enormemente aquilo que conseguimos fazer, talvez devêssemos perguntar também onde esse poder é mais necessário.

Na medicina.

Na investigação científica.

Na educação.

No ambiente.

Nas comunidades.

Nos problemas que afectam milhões de pessoas e continuam à espera de melhores respostas.

As tecnologias mais poderosas do nosso tempo merecem também ser aplicadas aos problemas que mais importam.

E acreditamos que essa escolha começa nos próprios empreendedores.

Construir uma empresa é escolher, todos os dias, que mundo ajudamos a construir.

Três amigos. Três caminhos. Uma pergunta em comum.

Somos três amigos do mesmo bairro em Oeiras.

Conhecemo-nos desde os quinze anos.

Dois gémeos e mais um.

A amizade explica a confiança.

As nossas experiências explicam a Unprofit.

José — o arquitecto

Impacto, visão sistémica e uma vontade permanente de perceber como criar mudança que dure.

Durante o seu sabático, aproximou-se de projectos de impacto e encontrou repetidamente pessoas com vontade de fazer muito, mas com poucos meios.

Também percebeu uma coisa desconfortável: a vontade de ajudar não garante proximidade para sempre.

Chegamos a um projecto, apaixonamo-nos pela missão, prometemos continuar a ajudar — e depois voltamos à nossa vida.

A distância cresce.

A ajuda diminui.

Essa experiência ajudou a transformar uma preocupação numa pergunta:

Como criar uma forma de impacto que não dependa apenas de uma boa intenção momentânea?

Pedro — o motor

Liderança, execução e a capacidade de decidir e avançar quando as coisas ficam difíceis.

Decide.

Mede.

Fecha.

Traz liderança e execução para uma empresa que não pode viver apenas de boas ideias.

Bernardo — o construtor

Empreendedorismo e tecnologia.

Já criou empresas e conhece a diferença entre ter uma ideia e conseguir pô-la de pé.

Traz experiência de construir negócios e transformar ideias em coisas que funcionam.

Porque os três

Nenhum dos três tinha a resposta completa.

É precisamente por isso que esta empresa faz sentido quando estamos os três.

Não te pedimos que confies em nós. Pedimos que leias as contas.

A Unprofit faz uma promessa que merece escrutínio.

Por isso, queremos tornar a promessa verificável.

Publicaremos:

  • quanto entrou;
  • quanto foi gasto;
  • quanto foi pago em salários;
  • quanto foi reinvestido;
  • quanto foi lucro;
  • quanto foi canalizado para impacto.

Os salários dos sócios terão um tecto público.

E queremos publicar contas auditadas regularmente.

Menos adjectivos. Mais números.

Não queremos pedir confiança onde podemos mostrar informação.

Porque isto pode importar à escala

A oportunidade não é simplesmente tornar um pequeno negócio mais eficiente.

É alterar a relação entre:

tamanho organizacional e poder organizacional.

Se milhões de fundadores ganharem acesso a capacidades que antes exigiam organizações muito maiores, o efeito agregado pode ser significativo.

Isso pode significar:

  • mais pessoas capazes de começar negócios;
  • negócios locais mais fortes;
  • fundadores mais especializados;
  • maior autonomia;
  • comunidades mais resilientes;
  • mais pessoas capazes de construir à volta daquilo em que acreditam;
  • potencialmente mais pessoas a construir especificamente para impacto social.

Não devemos afirmar que pequenas organizações são sempre mais eficazes do que grandes organizações.

As grandes organizações trazem escala. As pequenas trazem proximidade. A tecnologia pode permitir combinar mais das forças das duas.

Portugal é o começo. Não é o limite.

Começamos em Portugal.

É aqui que queremos provar produto, conquistar os primeiros clientes e aprender a construir uma empresa.

Mas pensamos numa realidade maior.

Falamos português em vários países com realidades muito diferentes.

A CPLP não é um mercado único e não queremos fingir que é.

Brasil não é Portugal.

Angola não é Moçambique.

Cada contexto terá de ser compreendido e tratado como tal.

Mas existe uma oportunidade interessante em construir tecnologia capaz de viajar entre esses contextos quando fizer sentido.

Primeiro provamos.

Depois adaptamos.

Depois levamos mais longe.

A língua partilhada, as relações, a proximidade cultural e a experiência vivida fazem parte do contexto dos founders.

Vimos de um mundo ligado por uma língua, uma cultura e relações que atravessam fronteiras.

O que ainda não sabemos

A Unprofit está no início.

Ainda temos de provar:

  • quais os produtos que os pequenos negócios valorizam mais;
  • quanto estão dispostos a pagar;
  • quanto custa servi-los;
  • quais permanecem connosco;
  • quais das capacidades construídas para negócios podem chegar a projectos de impacto;
  • que adaptações são necessárias;
  • e se essas ferramentas produzem resultados reais para as organizações que as utilizam.

Não escondemos essas perguntas.

Fazem parte do trabalho.

Não queremos contar uma história maior do que aquilo que já conseguimos provar.

Queremos construir uma empresa que, com o tempo, torne a história cada vez mais difícil de contestar.